O “teste do olhinho”, por que fazer?

Exame simples pode diagnosticar problemas sérios de visão e apontar a necessidade de tratamentos cirúrgicos.

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O “teste do olhinho”, exame fundamental para todos os recém nascidos, é um exame simples, rápido e indolor, que consiste na identificação de um reflexo vermelho, que aparece quando um feixe de luz ilumina o olho do bebê.

Para que este reflexo possa ser visto, é necessário que o eixo óptico esteja livre, isto é, sem nenhum obstáculo à entrada e à saída de luz pela pupila. Isso significa que a criança não apresenta nenhum obstáculo ao desenvolvimento da sua visão.

Segundo o retinólogo da Oftalmoclínica Curitiba, João Guilherme O. de Moraes, ainda na maternidade, o próprio pediatra realiza uma avaliação simples que, observa as estruturas oculares, a presença de cristalino e se a córnea está transparente. Geralmente, apenas esse teste é o suficiente quando o bebê teve uma gestação normal e parto sem complicações.

Entretanto, o oftalmologista diz que nos casos de recém nascidos prematuros, há a necessidade de exames mais específicos que devem ser realizados por um médico oftalmologista.

O “teste do olhinho” realizado na maternidade pode diagnosticar catarata congênita, glaucoma e retinopatia da prematuridade, além de uma série de outras alterações que, incluem tumores oculares.

Existem casos, como o glaucoma, nos quais é necessária a intervenção cirúrgica ainda nos primeiros dias de vida do bebê, evitando um quadro de perda de visão.

O médico alerta que é importante que o teste seja realizado ainda na maternidade e, em casos de alterações, um oftalmologista seja consultado com urgência, pois a demora no diagnóstico de doenças oculares como o glaucoma, pode ocasionar piora de prognóstico e problemas irreversíveis de visão.

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